Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Precisamos falar do Juízo Final”, clicar AQUI. Embora o assunto esteja fora de moda, falar da segunda vinda de Cristo, como nos fala o Evangelho deste domingo, é falar também do Juízo Final, quando os maus serão confundidos e “os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade”. Assista a esta meditação do Padre Paulo Ricardo e aprenda a transformar este Advento e toda a sua vida em um verdadeiro ensaio para o julgamento divino!

  

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Jeremias 33, 14-16)

O Salvador prometido

“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei cumprir a promessa de bens futuros para a casa de Israel e para a casa de Judá. Naqueles dias, naquele tempo, farei brotar de Davi a semente da justiça, que fará valer a lei e a justiça na terra. Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa Justiça’”.

 

SALMO 24

A verdade que orienta e conduz

(Antífona): Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação!

— O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina o seu caminho.

— Verdade e amor são os caminhos do Senhor/ para quem guarda sua Aliança e seus preceitos./ O Senhor se torna íntimo aos que o temem/ e lhes dá a conhecer sua Aliança.

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1Tessalonicenses 3,12-4,2)

Esperando em santidade

Irmãos: O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos. Enfim, meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus.

 

EVANGELHO (São Lucas 21, 25-28.34-36)

Preparação para o último dia

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.

Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

 

ERGUEI A CABEÇA! (Meditação de Scott Hahn)

Em todo Advento, a Liturgia da Palavra reorienta o nosso sentido do tempo. Há uma tensão deliberada nas leituras das próximas quatro semanas — entre promessa e cumprimento, expectativa e libertação, entre olhar para frente e olhar para trás.

Na primeira leitura de hoje, o profeta Jeremias dirige nosso olhar à promessa que Deus fez a Davi, cerca de mil anos antes de Cristo. Deus diz, através do profeta, que Ele cumprirá esta promessa elevando um “rebento justo”, um reto descendente de Davi, que governará Israel em justiça (II Samuel 7, 16; Jeremias 33, 17; Salmos 89, 4-5; 27-38).

O Salmo de hoje também ressoa o tema da antiga expectativa de Israel: “Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia.”

Nós olhamos para o desejo e a profecia de Israel, sabendo que Deus já cumpriu aquelas promessas, enviando Seu único Filho ao mundo. Jesus é o “rebento justo”, o Deus e Salvador por Quem Israel estava esperando.

Saber que Ele é um Deus que cumpre suas promessas, dá uma grave urgência às palavras de Jesus no evangelho de hoje.

Incitando-nos a vigiar pelo Seu retorno na glória, Ele recorre às imagens de caos e instabilidade do Velho Testamento — turbulência  nos céus (Isaías 13, 11-13; Ezequiel 32, 7-8; Joel 2,10); mares rugindo (Isaías 5, 30; 17,12); conflitos entre as nações (Isaías 8, 22; 14, 25) e pessoas aterrorizadas (Isaías 13, 6-11).

Ele evoca a imagem, que está no profeta Daniel, do Filho do Homem vindo em uma nuvem de glória, para descrever Seu retorno como uma “teofania”, uma manifestação de Deus (Daniel 7, 13-14).

Muitos vão se esconder e ficar literalmente morrendo de medo. Mas Jesus diz que devemos saudar o fim dos tempos com as cabeças erguidas, confiantes de que Deus cumpre suas promessas, que nossa “redenção está próxima”, que “o reino de Deus está próximo” (Lucas 21, 31).

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