Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O fardo leve do Reino de Cristo”, clicar AQUI. O que significa para nós, católicos, celebrar neste domingo a solenidade de Cristo Rei? É o que responde Padre Paulo Ricardo em mais esta homilia dominical: deixar Cristo reinar significa colocar-se debaixo do governo de um pai “manso e humilde de coração”, que outra coisa não deseja senão a salvação de seus filhos. Ele nos chama para si, toma nossas dores e nos ensina o caminho correto para a felicidade: “Aprendei de mim”, diz o Senhor, “e achareis repouso para vossas almas”.

  

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Daniel 7, 13-14)

O reinado eterno do Messias

“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”.

 

SALMO 92

Deus é Rei

(Antífona): Deus é Rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!

Deus é Rei e se vestiu de majestade,/ revestiu-se de poder e de esplendor!

Vós firmastes o universo inabalável,/ vós firmastes vosso trono desde a origem,/ desde sempre, ó Senhor, vós existis!

Verdadeiros são os vossos testemunhos,/ refulge a santidade em vossa casa,/ pelos séculos dos séculos, Senhor!

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Apocalipse 1, 5-8)

O soberano dos reis da terra

Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”.

 

EVANGELHO (São João 18, 33b-37)

O meu reino não é deste mundo

Naquele tempo, Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”

Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”

Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?”

Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

 

UMA VERDADE SOBRE A REALEZA DE CRISTO (Meditação de Scott Hahn)

Qual é a verdade da qual Jesus vem dar testemunho neste último Evangelho do tempo comum da Igreja?

É a verdade que, em Jesus, Deus mantém a promessa que fez a Davi de um reino eterno, de um herdeiro que seria Seu Filho, “o primogênito, o maior de todos os reis da terra ”(II Samuel 7, 12–16; Salmo 89, 27–38).

A segunda leitura de hoje, tirada do livro do Apocalipse, cita estas promessas e celebra Jesus como “a testemunha fiel”. A leitura recorda a profecia de Isaías de que o Messias “testemunharia aos povos” que Deus está renovando Sua “aliança eterna” com Davi (Isaías 55, 3–5).

Mas como Jesus diz a Pilatos, seu Reino era muito mais do que a restauração de uma monarquia temporal. Na leitura do Apocalipse, Jesus chama a Si mesmo “o Alfa e o Ômega”, a primeira e a última letra do alfabeto grego. Ele está aplicando a si mesmo uma descrição que Deus usa para descrever a Si mesmo no Antigo Testamento — primeiro e o último, Aquele que convoca todas as gerações (Isaías 41, 4; 44, 6; 48,12).

“Vós firmastes o universo inabalável”, canta o Salmo de hoje, e Seu domínio se estende sobre toda a criação (João 1, 3; Colossenses 1, 16-17). Na visão de Daniel, que ouvimos na primeira leitura de hoje, Ele vem “das nuvens do céu” — outro sinal de Sua divindade — para receber “glória e reinado” para sempre sobre todas as nações e povos.

Cristo é o Rei, e Seu reino, embora não seja deste mundo, existe neste mundo através da Igreja. Nós somos súditos de um reino. Sabemos que fomos amados por Ele e libertados pelo Seu sangue e transformados em um “reino de sacerdotes” para o seu Deus e Pai (Êxodo 19, 6; 1 Pedro 2, 9).

Como um povo sacerdotal, nós compartilhamos de Seu sacrifício e de Seu testemunho da aliança eterna de Deus. Pertencemos à Sua verdade e ouvimos a Sua voz, esperando que Ele volte novamente em meio às nuvens.

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