Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Estamos vivendo os últimos tempos?”, clicar AQUI. No Evangelho deste domingo, Jesus fala sobre o fim dos tempos. Refletindo sobre esse tema importantíssimo da doutrina católica, Padre Paulo Ricardo recorda-nos que, “antes de vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes”, e indica-nos o caminho para continuarmos firmes em Jesus. Assista a mais esta meditação e prepare-se conosco para os últimos dias do ano litúrgico… e da nossa história!

  

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Daniel 12, 1-3)

O fim dos tempos e a salvação dos justos

“Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no Livro. Muitos dos que dormem no pó da terra, despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. Mas os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade”.

 

SALMO 15

Esperar com alegria e confiança o Salvador

(Antífona): Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,/ meu destino está seguro em vossas mãos!/ Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,/ pois se o tenho a meu lado não vacilo.

Eis porque meu coração está em festa,/ minha alma rejubila de alegria,/ e até meu corpo no repouso está tranquilo;/ pois não haveis de me deixar entregue à morte,/ nem vosso amigo conhecer a corrupção.

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;/ junto a vós, felicidade sem limites,/ delícia eterna e alegria ao vosso lado!

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Carta aos hebreus 10, 11-14.18)

Os inimigos sob os pés de Cristo

Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado.

 

EVANGELHO (São Marcos 13, 24-32)

O céu e a terra passarão

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas. Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra.

Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas.

Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”.

 

ESPERANÇA NA TRIBULAÇÃO (Meditação de Scott Hahn)

Nesta penúltima semana do ano litúrgico, Jesus finalmente chegou a Jerusalém.

Já perto de sua paixão e morte, Jesus nos dá um sinal de esperança, dizendo-nos o que vai ocorrer quando voltar em sua glória.

O Evangelho do domingo é tirado de um longo discurso, no qual Jesus fala das tribulações como nunca “houve desde o princípio da criação” (Mc 13, 19). Descreve uma espécie de dissolução do mundo, um retorno da criação ao seu estado primordial de vazio e caos.

Em primeiro lugar, a comunidade humana — nações e reinos — se fragmentará (Mc 13, 7-8). Depois, a terra deixará de produzir alimentos e começará a tremer (13, 8). Então, a família será destruída por dentro e os últimos fiéis serão perseguidos (13, 9-13). Finalmente, o Templo será profanado e a terra excluída da presença de Deus (13, 14).

A leitura deste domingo apresenta Deus desligando as luzes que, no princípio, tinha posto no céu: o sol, a lua e as estrelas (Is 13, 10; 34, 4). No meio dessa escuridão, o Filho do Homem, aquele por quem tudo foi feito, virá novamente.

Jesus nos disse que o Filho do Homem tinha que ser humilhado e morto (Marcos 8, 31). Agora, Ele fala de sua vitória final, usando imagens reais-divinas tiradas do Antigo Testamento: as nuvens, a glória, os anjos (Dn 7, 13). Mostra-nos que Nele se cumprem todas as promessas que Deus fez para salvar “os eleitos”, o resto fiel de seu povo (Is 43, 6; Jr 32, 37).

Como a primeira leitura de hoje nos diz, esta salvação incluirá a ressurreição corporal daqueles que dormem sob a terra.

Devemos estar atentos a esse momento, quando os inimigos do Senhor serão postos debaixo de seus pés, conforme vislumbra a epístola de hoje.

Podemos esperar com confiança, sabendo que um dia teremos a eterna felicidade à direita do Senhor, como rezamos no salmo deste domingo.

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