O Comunismo é o ópio do povo porque, colocando toda iniciativa e responsabilidade sobre o Partido, destrói a personalidade do homem, e o torna passivo.

Nos países do mundo, tais como o nosso, onde o governo é distinto de um partido, um homem é livre de afirmar a sua personalidade e de escolher o seu destino.

Sob o Comunismo, só há um partido, e é o Partido Comunista.

Suponhamos por exemplo que no Brasil o Partido Democrático estivesse no poder; suponhamos que os membros desse partido exilassem ou matassem todos os membros dos outros partidos como “contra-revolucionários”; poderíamos dizer que um cidadão sob tal regime era livre de afirmar a sua personalidade?

E, no entanto, tal é a filosofia do Comunismo, onde há somente um partido, e esse partido é o governo.

Necessariamente o homem tem de ser passivo sob um sistema que também afirma que as leis econômicas são as determinantes da cultura, e que não são as idéias, porém as mudanças de ferramentas, que determinam as mudanças de civilização.

(Em: Bispo Fulton J. Scheen. Comunismo: ópio do povo. Petrópolis, Vozes, 1952).