Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O abraço de Deus aos humildes”, clicar AQUI. O maior pecado dos anjos está sempre se insinuando entre os seres humanos, assim como se insinuou entre os discípulos de Cristo: no Evangelho, os Apóstolos discutiam soberbamente pela Galileia “quem era o maior” entre eles. Jesus, porém, abraça uma criança e ensina-lhes que “são os humildes as pessoas dignas de seu abraço e de seu amor”. Assista a esta meditação do Padre Paulo Ricardo e deixe-se transformar pelo Deus que “resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes”!

 

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Sabedoria 2,12.17-20)

O servo humilde posto à prova

Os ímpios dizem: “Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina. Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. Se, de fato, o justo é ‘filho de Deus’, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos. Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro”.

 

SALMO 53

O Senhor sustenta os servos humildes

(Antífona): É o Senhor quem sustenta minha vida!

— Por vosso nome, salvai-me, Senhor;/ e dai-me a vossa justiça!/ Ó meu Deus, atendei minha prece/ e escutai as palavras que eu digo!

— Pois contra mim orgulhosos se insurgem,/ e violentos perseguem-me a vida;/ não há lugar para Deus aos seus olhos./ Quem me protege e me ampara é meu Deus;/ é o Senhor quem sustenta minha vida!

— Quero ofertar-vos o meu sacrifício,/ de coração e com muita alegria;/ quero louvar, ó Senhor, vosso nome,/ quero cantar vosso nome que é bom!

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (São Tiago 3,16-4,3)

O servo humilde busca a sabedoria que vem do alto

Caríssimos: Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más. Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. O fruto da justiça é semeado na paz para aqueles que promovem a paz. De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, justamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós? Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir. E a razão está em que não pedis. Pedis, sim, mas não recebeis, porque pedis mal. Pois só quereis esbanjar o pedido nos vossos prazeres.

 

EVANGELHO (São Marcos 9, 30-37)

Servo humilde de todos

Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”.

Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?” Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”

Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”.

 

SERVO DE TODOS (Comentário de Scott Hahn)

A primeira leitura de hoje pode nos ajudar a imaginar que ouvimos, por trás da parede, as murmuracões homicidas dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas. Deles Jesus falou no Evangelho da semana passada, dizendo que eles o fariam sofrer e o matariam (v. Mc 8, 31; 10, 33-34).

A liturgia nos convida a ver, nesta passagem do livro da Sabedoria, uma profecia da Paixão do Senhor. Ouvimos os seus inimigos se queixarem de que “o Justo” desafiou a sua autoridade, repreendendo-os por violar a Lei de Moisés e trair o que aprenderam como líderes e mestres do povo.

E ouvimos palavras assustadoras que predizem as zombarias que se dirigirão ao Cristo pregado à cruz: “Se o justo é filho de Deus, Deus o ajudará e o livrará de seus adversários” (v. Sab. 2: 18; Mt 27,41-43) .

O Evangelho e o Salmo hoje nos dão o outro lado da moeda com relação à primeira leitura. Em ambos, vemos os sofrimentos de Cristo a partir do seu ponto de vista. Embora seus inimigos o assediem, ele se oferece livremente em sacrifício, confiando que Deus o sustentará.

Mas os apóstolos não entendem este segundo anúncio de sua paixão. Eles começam a discutir sobre sucessão; divergem sobre qual deles é o mais importante e quem será eleito líder depois que Cristo for morto.

Outra vez, eles estão pensando não como Deus, mas como homens (v. Marcos 8, 33). E novamente Cristo ensina aos Doze — os dirigentes escolhidos de sua Igreja — a liderar imitando seu exemplo de amor e sacrifício de Si mesmo. Eles têm que ser “servos de todos”, especialmente dos fracos e desamparados, representados pela criança que Jesus abraça e põe no meio deles.

Esta lição é também dirigida a nós. Devemos pensar como Cristo, que se humilhou a Si mesmo para nos salvar (Fil 2, 5-11). Temos que nos entregar livremente e oferecer tudo o que fazemos, como sacrifício de louvor ao Seu nome.

Como o apóstolo São Tiago diz na epístola de hoje, devemos buscar a sabedoria que vem do alto: humilde, não arrogante; sempre pacífica e cheia de misericórdia.

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