cisma_igreja
 “Se um reino se dividir contra si mesmo,
esse reino não consiguirá manter-se.
E se uma casa se dividir contra si mesma,
essa casa não poderá manter-se.”
(Marcos 3, 24-25)

 

A Igreja Católica Brasileira apresenta uma profunda divisão que está em gestação desde meados dos anos 1950 -1960, quando foi introduzido o veneno do marxismo-leninismo do seu seio.

O demônio, desde que perdeu protagonismo com a vinda de Cristo, nunca desistiu e não desistirá de tentar destruir o Corpo Místico de Deus que é a sua Igreja Católica.

Durante seus mais de 2000 anos de existência, a Igreja de Nosso Senhor sofreu inúmeros ataques, externos e internos, por obra do demônio. Já no início da sua história, os movimentos hereges tentaram desfigurar a mensagem Divina, forçando a porta de entrada para introduzir o misticismo pagão na Santa Igreja. Santos, como Agostinho e Tomas de Aquino, resistiram e reforçaram os alicerces da Santa Igreja de forma fundamental, preparando-a para resistir aos futuros ataques.

Nos meados do século XVI, outro golpe poderoso contra o catolicismo, a reforma protestante que produziu divisão devastadora que persiste até hoje.

Nos séculos XVII e XVIII, o iluminismo inicia a perseguição da própria ideia de Deus, substituindo-a pela ideia do super-humano: o  reino do homem é que deve ser perseguido, esqueçam-se do Reino de Deus. Vivamos a vida na sua plenitude, inclusive o pecado, pois tudo termina na morte irrevogável e definitiva.

No final do século XIX, Marx e toda a legião demoníaca que se seguiu, decretou a morte de Deus e de sua Religião. “A religião é o ópio do povo”; destruamos, pois, o seu edifício, persigamos seus adeptos, proibamos sua prática.

Este veneno mortal para a Igreja de Cristo infectou dezenas de países e milhões de pessoas foram escravizadas e mortas por obra do demônio.

Agentes secretos deste culto diabólico foram inoculados no seio da Igreja de Jesus e foi no Brasil que o ovo da serpente incubou e originou o maior inimigo interno do Catolicismo, a chamada Teologia da Libertação.

Este monstro, falsamente apelidado de teologia cristã, introduziu o vírus  fatal do marxismo, do comunismo, do socialismo materialista no seio da Sagrada Teologia.

O golpe de mestre das hostes demoníacas começou quando as ideias de padres ditos progressistas, vindos do continente europeu com o Pe. Lebret, impregnados de marxismo, começaram a ter eco na Igreja Católica brasileira.

Padres franceses, como o Pe Lebret e o Frei Desroches, fundadores do movimento chamado “Economia e Humanismo”, introduziram a dialética comunista da luta de classes no seio da Igreja. Segundo esses padres, a Igreja deveria se preocupar  mais com a luta terrena para implantar um ordem temporal mais justa, do que com a  redenção eterna.

O movimento comunista dentro da Igreja logo arrebanhou adeptos, com o Pe. Francisco Lage Pessoa, que foram os inspiradores a Teologia da Libertação que teve no Pe peruano  Gustavo Gutierres e no frei brasileiro Leonardo Boff os seus expoentes.

A Teologia da Libertação, em sua essência, prega que a Igreja de Cristo deva ser o bastião da luta política em favor da reforma social socialista; deve apoiar todos os movimentos revolucionários ditos progressistas, como a Ação Popular (organização guerrilheira que recrutou muitos jovens católicos) no passado e o MST no presente.

A Teologia da Libertação teve e ainda tem enorme influência sobre a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do  Brasil) que muitas vezes interfere na política nacional apoiando os partidos radicais de esquerda como o PT e assemelhados.

Consequência natural desta infiltração materialista no clero é a divisão da igreja e o seu enfraquecimento. A Igreja dividida, com agenda política, numa sociedade também dividida separa ao invés de reunir.

Esta “igreja”, vermelha na essência, anda de mãos dadas com o pecado ao apoiar, mesmo que veladamente, partidos e candidatos que defendem o aborto, o casamento gay, o ensino da ideologia de gênero no ensino fundamental, o feminismo radical, a ecologia fundamentalista, o socialismo materialista, o comunismo e tantas outras agendas ditas “progressistas” (vide o artigo sobre A forma Progressista de Vida neste blog). Ao católico tradicional, crente na verdade de Deus expressa nos Evangelhos, cabe se afastar desta “igreja” cooptada que colocou no altar o anjo rejeitado por Deus e votar naqueles candidatos que professam a fé e defendem os princípios compatíveis com o dogma católico.

A unificação da Igreja Católica somente será possível com o exorcismo do mal e do pecado presente no seu clero. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”(Marcos 14, 38)

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”
São Marcos, 14 – Bíblia Católica Online

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