Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O escândalo do sacerdócio e a Eucaristia”, clicar AQUI. Também hoje, assim como na época de Jesus, a Eucaristia continua a ser uma grande “pedra de tropeço” para o mundo. Mas o que muitas vezes não se percebe é que, intimamente ligado a esse escândalo para com o Santíssimo Sacramento, está a falta de fé no sacerdócio católico, pois é através das mãos consagradas dos padres da Santa Igreja que descem aos nossos altares, em toda Santa Missa, o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do próprio Cristo.

 

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA ((Josué 24,1-2a.15-17.17.18b)

Escolhei hoje a quem quereis servir

Naqueles dias, Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. Então Josué falou a todo o povo: “Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir a deuses estranhos. Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos, e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”.

 

SALMO 33

Senhor liberta a vida dos seus servos

(Antífona): Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor,/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— O Senhor pousa seus olhos sobre os justos,/ e seu ouvido está atento ao seu chamado;/ mas ele volta a sua face contra os maus,/ para da terra apagar sua lembrança.

— Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta/ e de todas as angústias os liberta./ Do coração atribulado ele está perto/ e conforta os de espírito abatido.

— Muitos males se abatem sobre os justos,/ mas o Senhor de todos eles os liberta./ Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege,/ e nenhum deles haverá de se quebrar.

— A malícia do iníquo leva à morte,/ e quem odeia o justo é castigado./ Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,/ e castigado não será quem nele espera.

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Efésios 5, 21-32)

O casamento de Cristo com a Igreja

Irmãos: Vós, que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. Mas, como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; e nós somos membros do seu corpo! Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja.

 

EVANGELHO (São João 6, 60-69)

Palavras duras, mas de vida eterna

Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”

Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”.

Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”.

A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

 

UMA DECISÃO A TOMAR (Comentário de Scott Hahn)

Com as leituras deste domingo, conclui-se uma meditação de quatro semanas sobre a Eucaristia.

Pede-se, aos doze apóstolos do evangelho de hoje, que escolham entre acreditar e aceitar a Nova Aliança que Ele oferece com seu Corpo e Sangue, ou retornar ao seu antigo modo de vida.

Esta situação é prefigurada na decisão que Josue pede às doze tribos na primeira leitura. Josué os convoca em Siquém, onde Deus havia aparecido a seu pai Abraão e lhe havia prometido dar essa mesma terra ao grande povo que nasceria de sua descendência (v. Gn 12, 1-9.). Ali, Josué lhes lança um forte desafio: renovar a aliança com Deus ou servir aos deuses estranhos das nações vizinhas.

Também nos é pedido que decidamos a quem vamos servir. Durante quatro semanas, a liturgia nos apresentou o mistério da Eucaristia, um milagre diário muito maior do que o que Deus fez ao tirar Israel da terra do Egito.

Também a nós Ele nos prometeu um novo lar, a vida eterna; e nos ofereceu o pão do céu para nos fortalecer em nosso caminho. Disse-nos que, se não comemos sua carne e não bebemos seu sangue, não teremos a vida em nós. “Esta palavra é dura” (v. Jo 6, 60), murmuram os discípulos no Evangelho de hoje. E, no entanto, Ele nos deu palavras de vida eterna.

Nós devemos crer, como São Paulo nos diz hoje, que Jesus é o Santo de Deus que se entregou por nós, dando sua Carne para a vida do mundo.

Como ouvimos em sua epístola, Jesus fez tudo isso para nos santificar, purificando-nos com a água e a palavra do batismo, através do qual entramos em sua Nova Aliança. Através da Eucaristia, Ele nos alimenta e nos trata com ternura, transformando-nos em sua própria carne e sangue, assim como os esposos se tornam uma só carne.

Renovemos, hoje, nossa aliança com Deus aproximando-nos do altar, confiando em que Ele resgata a vida de seus servos, como cantamos no salmo de hoje.

 

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