Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Não comungue de qualquer jeito!”, clicar AQUI. O que acontece em nós quando comungamos do Corpo e do Sangue de Cristo? Por que esse momento é tão importante, não só para a Santa Missa, mas para toda a nossa vida espiritual? Com que disposições devemos nos aproximar deste sacramento para recebê-lo bem e com fruto? Na meditação deste domingo, Padre Paulo Ricardo quer ensinar você a comungar direito. Ouça esta pregação e descubra o que Jesus deseja fazer com sua alma no sacramento da Eucaristia!

 

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA ((1Reis 19, 4-8)

O pão do Céu contra o desespero

Naqueles dias, 4Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais”. 5E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come!” 6Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”. 8Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus.

 

SALMO 33

O infeliz gritou a Deus e foi ouvido

(Antífona): Provai e vede quão suave é o Senhor!

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor, que ouçam os humildes e se alegrem!

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Efésios Ef 4, 30-5,2)

O pão que nos aproxima de Deus

Irmãos: 30Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. 31Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade. 32Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor.

 

EVANGELHO (São João 6, 41-51)

Quem comer deste pão viverá eternamente

Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42Eles comentavam: “Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?”

43Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna.

48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

 

TOMAI E COMEI (Comentário de Scott Hahn)

Às vezes nos sentimos como o profeta Elias que descreve a primeira leitura deste domingo. Queremos nos atirar ao chão e morrer, conscientes de nossos fracassos, quando parece que não estamos avançando no cumprimento da vontade de Deus para nossa vida.

Podemos sentir a tentação do desespero, como o profeta durante sua caminhada pelo deserto; ou a de “murmurar” contra Deus, como os israelitas durante seus quarenta anos no deserto (v. Ex 16, 2,7,8; 1Co 10,10).

No evangelho deste domingo, a mesma palavra é usada, “murmurar”, para descrever como a multidão mostra a mesma dureza de coração que Israel teve no deserto.
Jesus lhes diz que as profecias se cumprem Nele; que o próprio Deus é quem lhes está ensinando, mas eles não acreditam. Percebem unicamente a sua carne. Só vêem que Ele é o “filho de José e Maria”.

Contudo, se somos crentes, se O buscarmos em nossas aflições, Ele nos libertará de nossos medos, enquanto cantamos no salmo deste domingo.

No altar, em cada Eucaristia, o anjo do Senhor — o próprio Senhor — (v. Ex 3, 1-2) toca-nos como tocou em Elias. Ele nos manda tomar e comer Seu corpo, que foi dado pela vida do mundo (Mt 26, 26; Jo 6, 51).

Deus nos permite desfrutar deste dom celestial (v. Heb. 6, 4-5), mas através dele manda que nos levantemos e continuemos no caminho que começou no batismo, em direção à montanha de Deus, até o reino dos Céus.

Ele nos dará o pão da vida, a força e a graça de que precisamos, assim como alimentou nossos antepassados espirituais no descampado, ou a Elias no deserto. Portanto, não causemos tristeza ao Espírito Santo, como diz São Paulo na epístola de hoje, também referindo-se à experiência de Israel no deserto (v. Is 63, 10).

Digamos a Deus, como Elias: “Tome a minha vida”. Mas não como alguém que quer morrer, mas como alguém que quer se entregar em sacrifício, amando-O como Ele nos amou, tanto na cruz como na Eucaristia.

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