Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Padre, seja pai!”, clicar AQUI

 

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Amós 7, 12-15)

A Igreja não é profissão, mas missão

Naqueles dias, disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’”.

 

SALMO 84

A Igreja e o anúncio da salvação

(Antífona): Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Efésios 1, 3-14)

A palavra de Deus é dirigida a cada um de nós

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor.

Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado.

Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.

Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo.

Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva.

Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória.

 

EVANGELHO (São Marcos 6, 7-13)

A Igreja: guia de todos os povos

Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

 

A MISSÃO DA IGREJA (Comentário de Scott Hahn)

Comentemos primeiro o evangelho de hoje. Nas instruções que o Cristo dá aos seus apóstolos, oferece-lhes (e a nós também) uma antecipação do que será a missão da Igreja após a ressurreição.

Suas instruções aos Doze nos lembram daquelas que o Senhor deu às doze tribos de Israel na véspera de seu êxodo do Egito. Os israelitas também foram enviados sem pão e com uma única túnica, usando sandálias e uma bengala (v. Êxodo 12,11; Deuteronômio 8, 2-4). Como aqueles israelitas, os apóstolos têm de confiar somente na providência de Deus e sua graça.

Possivelmente, Marcos quer nos ensinar também que a missão dos apóstolos, a missão da Igreja, é servir como guia em um novo êxodo, resgatando as pessoas de seu exílio de Deus e levando-as à terra prometida: o Reino dos Céus.

Como Amós na primeira leitura, os apóstolos não são “profissionais” que ganham o pão para profetizar. Como Amós, eles são homens simples (v. Atos 14, 15) retirados de seu trabalho cotidiano e enviados por Deus para serem pastores de seus irmãos e irmãs.

Nesta semana, novamente ouvimos o tema da rejeição: Amós a experimenta, e Jesus adverte seus apóstolos de que alguns não os receberão bem, nem os escutarão. A Igreja não é necessariamente chamada para ser bem-sucedida, mas apenas para ser fiel ao mandamento de Deus.

Com a autoridade e o poder que Jesus lhe deu, a Igreja proclama a paz de Deus e a salvação daqueles que Nele crêem, como cantamos no Salmo de hoje.

Esta palavra verdadeira, este evangelho da salvação, é pessoalmente dirigido a cada um de nós, como nos diz São Paulo na epístola de hoje. Deus, no mistério de sua vontade, nos escolheu antes da fundação do mundo para ser Seus filhos e filhas; para viver e Lhe dar glória.

Portanto, agradeçamos a Deus hoje pela Igreja e pelas bênçãos espirituais que Ele nos deu. Vamos nos comprometer com a missão da Igreja: ajudar os outros a ouvir o chamado ao arrependimento e a receber Cristo em suas vidas.

https://stpaulcenter.com/la-mision-de-la-iglesia-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-15o-domingo-de-tiempo-ordinario/

https://stpaulcenter.com/the-churchs-mission-scott-hahn-reflects-on-the-fifteenth-sunday-in-ordinary-time/