Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “A virgindade de Maria e a fé da Igreja”, clicar AQUI

 

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Ezequiel 2, 2-5)

Um profeta para uma nação de rebeldes

Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim um espírito que me pôs de pé. Então, eu ouvi aquele que me falava, o qual me disse: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. Eles e seus pais se revoltaram contra mim até ao dia de hoje. A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra, vou-te enviar, e tu lhes dirás: ‘Assim diz o Senhor Deus’. Quer te escutem, quer não — pois são um bando de rebeldes — ficarão sabendo que houve entre eles um profeta”.

 

SALMO 122

Quando os profetas são desprezados

(Antífona): Os nossos olhos estão fitos no Senhor: tende piedade, ó Senhor, tende piedade!

— Eu levanto os meus olhos para vós, que habitais nos altos céus. Como os olhos dos escravos estão fitos nas mãos do seu senhor.

— Como os olhos das escravas estão fitos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos, no Senhor, até de nós ter piedade.

— Tende piedade, ó Senhor, tende piedade; já é demais esse desprezo! Estamos fartos do escárnio dos ricaços e do desprezo dos soberbos!

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (2Coríntios 12, 7-10)

O espinho na carne dos profetas

Irmãos: Para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de Satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. Mas ele disse-me: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.

 

EVANGELHO (São Marcos 6, 1-6)

Jesus, profeta desprezado

Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados da redondeza, ensinando.

 

O FILHO DE MARIA (Meditação de Scott Hahn)

Nos Evangelhos dos últimos domingos, fomos testemunhas, juntamente com os apóstolos, do poder de Jesus, que é capaz de comandar o vento e o mar, e de levantar uma menina que estava morta.

No entanto, parece que Ele não pode mostrar esse poder em Nazaré, seu lugar de origem. O Evangelho deste domingo diz claramente: “E ali não pôde fazer milagre algum.” (v. Mc 6,5). Por que não podia? Por causa da falta de fé do povo. Eles reconheceram a sabedoria de suas palavras e o poder manifesto em seus milagres. No entanto, eles se recusaram a reconhecê-lo como um profeta, como um mensageiro enviado por Deus.

Só podiam ver como “aquele homem” era parecido com eles: um carpinteiro, o filho de sua vizinha, Maria, com irmãos e irmãs conhecidos.

Obviamente, Maria sempre foi virgem e não tinha outros filhos. O evangelho se refere aos “irmãos de Jesus”, como São Paulo falava de todos os israelitas como seus irmãos, os filhos de Abraão (v. Rm 9, 3.7).

Essa é também a mensagem do evangelho de hoje. Como o profeta Ezequiel da primeira leitura, Jesus foi enviado por Deus à casa rebelde de Israel, onde se encontrou com seus próprios irmãos e irmãs, fechados de coração e numa atitude de rebelião para com Deus.

O servo não está acima de seu Senhor (v. Mt 10, 24). Como seus discípulos, também temos que enfrentar o escárnio e o desprezo de que nos fala o salmo de hoje. E não é — às vezes — mais difícil viver a fé em nossas próprias famílias, entre aqueles que pensam que realmente nos conhecem e nos identificam com o velho homem, que éramos antes de escolhermos a Cristo?

Como São Paulo confessa na epístola de hoje, Deus nos ensina a confiar somente em sua graça, quando permite que insultos e provações caiam sobre nós. Jesus não fará grandes coisas em nossas vidas, se não nos abandonarmos a Ele pela fé. Bem-aventurados os que não encontram Nele motivo de escândalo (v. Lc 7, 23). Temos que olhar para Ele com olhos de servos, sabendo que o filho de Maria é também o Senhor que está sentado no trono do Céu.

https://stpaulcenter.com/hijo-de-mara-14o-domingo-de-tiempo-ordinario/

https://stpaulcenter.com/son-of-mary-scott-hahn-reflects-on-the-fourteenth-sunday-in-ordinary-time/