Se o Papa não cumpre seu ofício pelo bem de todas as almas, não é apenas possível, mas também necessário criticar o Papa, que deve seguir o ensinamento de Cristo sobre a correção fraterna no Evangelho (Mt 18,15-18). Primeiro, o fiel ou pastor deve expressar sua crítica de maneira privada, o que permitirá ao Papa se corrigir. Mas se o Papa se recusa a corrigir seu modo de ensinar ou agir gravemente faltoso, a crítica deve se tornar pública, porque tem a ver com o bem comum na Igreja e no mundo. Alguns criticaram aqueles que expressaram publicamente críticas ao Papa como uma manifestação de rebeldia ou desobediência, mas exigir — com o devido respeito por seu ofício — a correção de confusão ou erro não é um ato de desobediência, mas um ato de obediência a Cristo e, portanto, ao Seu Vigário na terra.

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