0177E592-AD73-49AD-ADE4-827BC3A884A2

Em um post anterior denominado “O assassinato de Deus” argumentei que a pseudo religião do mundo moderno, a religião dos assassinos de Deus, exige que Deus esteja morto para colocar no seu lugar o próprio homem que simplesmente brotou do chão. A matéria evolui e produz a vida cujo espécime mais evoluído é o homem que deve se livrar de todas as crenças transcendentes em nome da sua liberdade absoluta, a única qualidade que justifica a miserabilidade deste mundo. O homem é absolutamente livre, sua conduta não deve ter condicionantes que firam essa liberdade. Liberdade para agir conforme os instintos mais primitivos, travestidos na forma de egoísmo narcisístico, de liberdade absoluta para o uso e abuso do corpo (sexo livre, liberação das drogas, autodefinição do gênero, ressignificação da família e do casamento, nulificação da arte, banalização da vida, aborto, violência, etc), valorização de todas as qualidades que caracterizam os moradores do inferno, conforme a clássica descrição de Dante Alighieri.
Neste mundo moderno e pós moderno liquefeito no mal, moradia de Lucifer, não há lugar para Deus que é então assassinado diariamente em todo o lugar. Terminei aquele post indagando: Como os cristãos e principalmente os católicos devem lidar com o assassinato diário de Deus?
Pois vamos lá, tenho algumas idéias.
Em primeiro lugar, aquilo que acho fundamental, é olhar o mundo como ele realmente é; procurar ver no mundo a verdade e não se deixar enganar pelas aparências. Vivo e conheço o mundo por meio dos meus sentidos externos e internos. Com um pouco de atenção, vou perceber claramente que o mundo não é apenas matéria. Percebo coisas que não são absolutamente materiais: a beleza, o amor, a solidariedade, o altruísmo, a compaixão, o desejo de encontrar um significado para a vida. Vejo ainda que as coisas deste mundo obedecem uma ordem: as pétalas de uma rosa, o olho de um animal, a asa de uma borboleta, por exemplo, tem sempre a mesma forma geral e são criações magníficas, de uma complexidade tal que ninguém é capaz de produzir, nem o mais genial dos cientistas.
A matéria não pode criar por si esta coisas. Somente uma inteligência, uma consciência maior do que a nossa é capaz de criar estas coisas. Por um motivo simples:não se concebe que o menor, o subalterno (neste caso a matéria) possa criar o maior, o principal. Podemos ter uma pilha de tijolos disponível, mas somente teremos a casa quando aparecer um construtor, um projetista, um pedreiro. O mesmo de dá no mundo. A matéria é apenas uma pilha de tijolos; ela por si não é capaz de criar o mundo como ele se apresenta aos nossos sentidos. É preciso que haja um construtor, um arquiteto que planejou e construiu tudo o que é belo neste mundo, incluindo a vida e o próprio ser humano. Esta inteligência maior, da qual todo o resto deriva, somente pode ser Deus, o Deus onipotente que tudo sabe, cheio de amor e de beleza infinitas. Esta é a primeira e única verdade que o mundo nos revela, basta olharmos com atenção.
Esta é a primeira lição que todo cristão, principalmente os católicos devem aprender:defender a sua crença pela força da verdade presente no mundo e jamais esmorecer nesta luta. A ignorância do ateu, do maligno se revela facilmente e aqueles que tem fé devem proclamar em voz alta e altiva:Deus está vivo, Ele está no meio de nós.
Em um post futuro, abordarei a segunda lição para combater os assassinos de Deus.