Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Um Deus que esconde a própria glória”, clicar AQUI

  1. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Gênesis 22,1-2.9a.10-13.15-18)

A obediência até a morte

Naqueles dias, Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o aí em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.

Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha, em cima do altar. Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”.

Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.

O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

 

  1. SALMO 115

Crer mesmo nas provações

(Antífona): Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

Guardei a minha fé, mesmo dizendo: “É demais o sofrimento em minha vida!” É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.

Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão! Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.

Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido; nos átrios da casa do Senhor, em teu meio, ó cidade de Sião!

 

  1. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Romanos 8,31b-34)

Jesus, obediente até a morte

Irmãos: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está à direita de Deus, intercedendo por nós?

 

  1. EVANGELHO (São Marcos 9,2-10)

Jesus transfigurado antes da morte

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.

Entã o Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.

Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.

Eles observaram essa ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

 

LIVRES DA MORTE (Comentário de Scott Hahn)

O tempo da Quaresma continua com outra narrativa sobre provação. No domingo passado, lemos as tentações de Jesus no deserto.

A primeira leitura deste domingo fala sobre a provação de Abraão. A Igreja sempre viu nessa história um sinal do amor de Deus, que “entregou o seu único Filho” (Jo 3,16).

Na epístola, São Paulo lembra que Deus, como Abraão (Gn 22,16) “não poupou seu próprio Filho, mas que por todos nós o entregou ” (Rm 8, 32).

O evangelho retoma essa figura. Jesus é chamado de “o Filho Amado” de Deus, assim como Isaac é descrito como o amado filho único de Abraão (v. Gn 22, 2)

Essas leituras nos são oferecidas na Quaresma para nos revelar a identidade de Cristo e nos fortalecer diante de nossas tribulações.

Jesus é mostrado como o verdadeiro filho, a quem Abraão se alegrou em contemplar (v. Mt 1,1; Jo 8, 56).

Em sua transfiguração, Jesus revela ser “o profeta como Moisés” prometido por Deus — suscitado do meio do Povo de Deus —, que fala com a autoridade do próprio Senhor (v. Dt 18,15.19).

Como Moisés, Jesus também subiu a montanha com três amigos, cujos nomes encontramos no texto, e que viram a glória de Deus em uma nuvem (v. Ex 24,1.9.15).

Jesus é Aquele que foi profetizado, Aquele que viria após o retorno de Elias (v. Eclo 48, 9-10; Ml 3,1, 23-24).

Além disso, como Ele mesmo revela aos seus apóstolos, Jesus é o Filho do Homem enviado para sofrer e morrer pelos nossos pecados (v. Is 53,3).

Como cantamos no salmo deste domingo, Jesus acreditou mesmo no momento de sua aflição e Deus o libertou dos laços da morte (v. Salmos 116, 3).

Sua ressurreição deve nos dar a coragem de enfrentar nossas provações e oferecer-nos totalmente ao Pai, como Ele fez, e como o fizeram Abraão e Isaac.

Libertados da morte por Sua morte, vamos a essa Missa para oferecer um sacrifício de ação de graças e renovar nossas promessas como Seus servos fiéis.

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