Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “A ousadia de um leproso”, clicar AQUI

  1. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Jó 7,1-4.6-7)

Lava-te e ficarás limpo

Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”.

Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?”

Deu meia-volta e partiu indignado. Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo’”.

Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.

 

2. SALMO 31

Feliz o homem que foi curado

(Antífona): Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.

Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!

Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.

Regozijai-vos, ó justos, em Deus, e no Senhor exultai de alegria! Corações retos, cantai jubilosos!

 

3. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1Cor 10,31-11,1)

Dar o testemunho da nossa cura

Irmãos: Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a Igreja de Deus.

Fazei como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.

 

4. EVANGELHO (São Marcos 1,40-45)

Deus deseja a nossa cura

Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”.

Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado.

Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!”

Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade; ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

 

PURIFICADOS POR CRISTO (Comentário de Scott Hahn)

No Antigo Testamento, a lepra era entendida como castigo pela desobediência aos mandamentos de Deus (Nm 12,12-15; 2 R 5,27; 15,5).

Chamado de “impuros” — isto é, indignos de dar culto ou viver com os israelitas —, os leprosos eram também considerados “abortos”, “mortos em vida” (Nm 12,12)

De fato, o que a Lei exige deles na primeira leitura deste domingo — usar roupas rasgadas, cabelos revoltos, barba coberta — são sinais de morte, penitência e luto (Lv 10,6; Ez 24,17).

Portanto, a história do evangelho não se refere apenas a um milagre de cura, mas tem um significado muito mais profundo.

Quando Eliseu, invocando o nome de Deus, curou o leproso Naamã, o milagre demonstrou que havia “um profeta em Israel” (2 Reis 5,18).

No evangelho, a cura que ouvimos revela que Jesus é muito mais do que um grande profeta. Ele é Deus que visita seu povo (Lc 7,16).

Somente Deus pode curar a lepra e tirar os pecados (2 R 5,7); Ele é o único que tem uma vontade soberana. (Is 55.11, Sb 12.18).

Além disto, podemos ver que o fato narrado pelo Evangelho tem um aspecto quase sacramental.

Jesus estendeu a mão — como Deus, com o braço, fez prodígios para salvar os israelitas (Ex 15.6, Atos 4,30). O gesto ritual é acompanhado por uma palavra divina: “Fica curado!”.

A palavra de Jesus torna-se realidade (Sl 33,9), assim como no dia da Criação: “E Deus disse: ‘Faça-se a luz.’ E a luz foi feita” (Gn 1,3).

O mesmo acontece conosco, quando nos “mostramos” ao sacerdote no sacramento da penitência.

Prostrados como o leproso, confessamos nossos pecados ao Senhor, conforme cantamos no salmo. Pela mão estendida e a palavra divina que o sacerdote pronuncia, o Senhor remove a nossa culpa.

Como o leproso, devemos nos alegrar no Senhor e anunciar a boa nova da sua misericórdia. Devemos dar testemunho de nossa cura, mudando nossas vidas.

Como diz São Paulo na epístola deste domingo, devemos fazer tudo para a glória de Deus, para que os outros possam ser salvos.

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