1. Assim diz o Senhor: Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. Não façais mal algum à viúva nem ao órfão. Se os maltratardes, gritarão por mim, e eu ouvirei o seu clamor. Minha cólera, então, se inflamará e eu vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas e órfãos os vossos filhos. Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, não sejas um usurário, dele cobrando juros. Se tomares como penhor o manto do teu próximo, deverás devolvê-lo antes do pôr do sol. Pois é a única veste que tem para o seu corpo, e coberta que ele tem para dormir. Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. (Êxodo 22,20-26)

2. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! E dos meus perseguidores serei salvo! Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido. (Salmo 17)

3. Irmãos: Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia. Com efeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos falar, pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir. (Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, 1,5-10)

4. Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. (São Mateus 22,34-40)

 

SCOTT HAHN REFLETE SOBRE A LITURGIA DA PALAVRA

Jesus não veio para abolir o Antigo Testamento, mas para cumpri-lo (Mt 5,17).

E Ele, no Evangelho de hoje, revela que, no amor – para Deus e para o próximo – existe o cumprimento de toda a lei (Rm 13,8-10).

Os israelitas devotos deviam cumprir os 613 mandamentos encontrados nos primeiros cinco livros da Bíblia. Jesus diz hoje que todos eles, bem como o ensino dos profetas, podem ser resumidos em dois versículos da Lei (ver Dt 6,5, Lv 19,18).

Jesus, portanto, assim parece resumir as duas tábuas de pedra em que Deus deixou gravados os dez mandamentos (ver Ex 32, 15-16). A primeira tábua expunha três leis relativas ao amor de Deus – como o mandamento de não tomar o seu nome em vão. A segunda tábua continha sete mandamentos sobre o amor ao próximo, como aqueles sobre o roubo e o adultério.

O amor é a dobradiça que une as duas tábuas da lei. Pois não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o próximo, a quem vemos (1Jn 4,20-22).

Mas esse amor, ao qual somos chamados, é muito mais do que um simples afeto ou um sentimento carinhoso. Devemos entregar-nos totalmente a Deus, amando-o com todo nosso ser, com todo nosso coração, alma e mente. Nosso amor pelo próximo deve ser expresso em ações concretas, como as que se apresentam na primeira leitura.

Nós amamos porque Ele nos amou primeiro (Jn 4:19). Como cantamos no salmo de hoje, Ele foi o nosso libertador, nossa fortaleza quando não podíamos nos defender, de nenhuma maneira, desses dois inimigos: o pecado e a morte.

Nós amamos ao dar graças por nossa salvação. E nisto nos tornamos imitadores de Jesus, como São Paulo nos diz na epístola de hoje, deixando de lado a nossa vida diária no grande e no pequeno, no que é visto e no oculto, oferecendo-a como um contínuo sacrifício de louvor (Jn 15,12-13, Hb 13,14).

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