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Recentemente conheci três obras de Gustavo Corção, grande pensador brasileiro do século XX, talvez um dos maiores. Os livros em questão são: Dois Amores e Dois Mundos (volumes 1 e 2) e o Século do Nada. Juntamente com “A Descoberta do Outro” que já havia lido, estes livros me revelaram um pensador católico de profundidade e fecundidade abissais quando comparado com a média brasileira.

Corção revela, em vários momentos, sua admiração por pensadores como Chesterton e Jacques Maritain, luminares do pensamento católico do Século XX e que exerceram profunda influência sobre o seu pensamento.

A prosa de GC é clara, límpida e o seu raciocínio segue uma lógica impecável. Sua imaginação é fertilissima; as imagens que usa são belissímas, os exemplos apaixonantes.

Na minha adolescência, lá pelos idos de 1970, ouvi falar de Gustavo Corção e também de Alceu Amoroso Lima, talvez os dois maiores pensadores católicos do Brasil. As notícias que tinha naquela época eram carregadas de preconceitos político-ideológicos; seus nomes eram citados como sinônimos de reacionarismo e atraso político, verdadeiros porta-vozes do carolismo católico.

No caso de GC, que agora conheço melhor, vejo claramente que ele foi vítima da patrulha comunista daquela época e também da atual. Somou-se a este preconceito a campanha de combate levada a efeito pela chamada Teologia da Libertação, outro nome do movimento comunistas infiltrado no clero católico..

O Brasil, país carente de intelectuais do porte de GC, não pode continuar olvidando este grande pensador e negar a sua existência. Ao contrário, faz-se necessário recuperar a sua obra e usá-la com pedra basilar na reconstrução da identidade to pensamento católico entre nós.

As obras citadas podem ser baixadas pela internet.

(Este post foi originalmente publicado no meu Blog “Paralaxes” e, agora, republico aqui neste Blog aceitando convite do Prof. Dimas Tadeu Covas)