beleza-de-deus

 

No meu quarto, solitário, ouço uma música de Ralph Vaughan Willians, uma variação sobre GreenLeaves; ao mesmo tempo, vejo imagens lindas: castelos, igrejas, palácios, construções magnificas e obras de arte clássica que permanecerão pela eternidade, como testemunhas da grandeza humana, do elevado patamar estético que a civilização ocidental e cristã atingiu.

Neste momento, sinto palpitar dentro de mim uma força serena, grandiosa, pura, que me irmana com todas as gerações de grandes homens que passaram pelo mundo e construíram tantas belezas inspirados apenas na bondade e pureza de seus corações.

Sinto-me como um monge no seu recolhimento espiritual, mas ao mesmo tempo conectado com o cerne do seu mundo.

Percebo que a  beleza existe dentro de mim e a partir dela encontro, por similaridade, por familiaridade, por amizade, a beleza fora de mim, como se ressoassem estas belezas, ou entrassem em consonância e então espalhassem para todo o meu espírito a paz, a tranquilidade, a sensação da grandeza de minha alma.

Procuro a fonte desta beleza, a origem primeira, o ponto alfa e concluo feliz e satisfeito que sou apenas um espelho que reflete a luz verdadeira, eterna, fonte inesgotável da beleza, da bondade e da verdade: Deus.